Notícias do Meio Ambiente

22/08/2009 CPI Pode Frear Projeto de Parque
Fonte: Eduardo Fiora - Jornal da Gente.

Se depender da Câmara Municipal, a Prefeitura de São Paulo, em particular a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente (SVMA), terá que rever todo o processo que transformará a ex-usina de compostagem e a sede regional da Sabesp na Vila Lepoldina no prometido Parque Orlando Villas Bôas. Tudo porque vereadores da Comissão Parlamentar de Inquérito dos Danos Ambientais fazem sérias objeções às propostas apresentadas pela Cetesb e SVMA para a liberação da área da ex-usina, tornando-a espaço verde.

Explicações de Aquino não convenceram os vereadoresSegundos técnicos dos dois órgãos bastaria cobrir o solo contaminado por metais pesados como chumbo e zinco com pelo menos 50 cm de terra e a área estaria pronta para ser transformada em parque, com algumas pequenas restrições, como proibição do uso das águas subterrâneas e a plantação de árvores frutíferas, por exemplo. “Se a contaminação do solo superficial já aparece numa profundidade mínima (5 cm), qual o problema em seguir com uma remediação total do terreno com a remoção da terra contaminada?”, questionou o vereador Paulo Frange (PTB), membro do G-8 (grupo de vereadores engajados com a Lapa), durante sessão da CPI realizada na terça-feira, 18.

A resposta para essa questão pode estar nas explicações do engenheiro da Cetesb, Vicente de Aquino Neto. Ele garantiu aos vereadores que para tornar mais ágil o processo de liberação da área contaminada, a solução de cobrir a ex-usina com terra limpa é a ideal. “É um processo seguro. Eu deixaria meu filho brincar no parque sem problema algum”, afirmou Aquino ao ser questionado pelo vereador Juscelino Gadelha (PSDB). “É duro admitir, mas temos em São Paulo um subsolo podre o que requer cuidados especiais na liberação de áreas contaminadas. Isso vale para o terreno da ex-usina e arredores, onde entendo ser correto o aprofundamento de estudos que avaliem o grau de contaminação ”, disse Gadelha discordando do imediatismo da Cetesb.

Diante do quadro apresentado e depois de ouvir técnico da Vigilância Sanitária, os vereadores da CPI decidiram continuar investigando a liberação da área da ex-usina também da Sabesp, pedindo esclarecimentos detalhados à Cetesb e SVMA.

Foto: divulgação.

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