Notícias do Meio Ambiente

18/08/2009 Solo do parque Orlando Villas Boas está contaminado a 5 cm de profundidade
Fonte: Victor Agostinho - Vacom.

Os vereadores que integram a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que apura danos ambientais cometidos na cidade de São Paulo sabatinaram hoje a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) a respeito da contaminação na área onde está sendo criado o parque Orlando Villas Boas. Embora com solo contaminado, o local vai se transformar em área de lazer.

Vicente Aquino Neto, da Cetesb, durante depoimentoO parque Orlando Villas Boas vai ocupar área inicial de 55 mil metros quadrados na região oeste da cidade, na Vila Leopoldina. Ele está sendo implantado no lugar da extinta Usina de Compostagem de Vila Leopoldina. Entre outros contaminantes, o solo superficial de todo o sítio de implantação contém cobre, chumbo e zinco.

Já na área subterrânea, a Cetesb encontrou contaminação com alumínio, arsênio, bário, cádmio, chumbo e níquel, entre outros.

Segundo Vicente de Aquino Neto, gerente de Áreas Contaminadas da Cetesb, em um ponto pesquisado no que será o parque, a contaminação do solo pode ser constatada a 5 centímetros de profundidade. Aquino Neto explicou aos parlamentares que as concentrações de contaminantes são superiores às metas de remediação. Explicou ainda que a empresa Sab Wabco (adquirida pela Faiveley) foi a responsável pela contaminação do solo ao produzir vagões de trem.

O vereador Juscelino Gadelha (PSDB), relator da CPI, quis saber de Aquino Neto se os contaminantes encontrados no parque Orlando Villas Boas eram os mesmos que contaminaram a bacia do Jurubatuba, onde existe exploração comercial de água mineral. O técnico da Cetesb confirmou que são os mesmos elementos contaminantes.

O vereador Juscelino insistiu com o representante da Cetesb sobre se seria seguro para a população usar um parque com histórico de contaminação tão presente ainda. Aquino Neto lembrou que, por exemplo, não poderão ser plantadas árvores frutíferas no local e que em determinadas áreas do parque os usuários não poderão ter acesso. O técnico descartou veementemente a exploração de água em poços na região toda.

Além do parque, estão projetados para área três condomínios residenciais. “O congelamento dos empreendimentos residenciais na área talvez seja a melhor solução para proteger os futuros moradores. A verdade é que o subsolo de São Paulo está podre. A cidade tem que parar de crescer sim. Temos que ser responsáveis e evitar problemas sérios de saúde no futuro pra quem for morar na área”, afirmou o vereador Juscelino.

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